quarta-feira, 9 de outubro de 2013

vila cigana de Tangará um sonho próximo da realidade.

 Gija (Tangará), Diana (COEPPIR), Shirley Targino (SETHAS)

 

Coordenadora estadual do Cád ùnico


"vila cigana de Tangará", um sonho próximo da realidade.

Em parceria com a prefeitura da cidade de Tangará, nos reunimos extraordinariamente com a então Secretária Estadual de Trabalho Habitação e Assistência Social - SETHAS, Shirley Targino, dando continuidade ao nosso projeto pioneiro da "Vila cigana" para a nossa comunidade, os únicos ciganos abarracados do Rio Grande do Norte. 

Na oportunidade a promessa da concretização do sonho da comunidade, o projeto "vila cigana", idealizado pela nossa gestão enquanto articuladora das lideranças ciganas, através do pleito da comunidade. 

Compromisso firmado na reunião realizada entre a comunidade e a prefeitura da cidade, teve como finalidade estreitar os laços entre os dois lados, para a inclusão das políticas públicas na comunidade.

Trazendo desenvolvimento sustentável as famílias e resgatando sua cultura, costumes, e tradições, possibilitando o fim do marasmo de pobreza e dificuldade dos ciganos.

Diana.

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RELATO HISTÓRICO 


             1.  SITUAÇÃO ENCONTRADA NA COMUNIDADE CIGANA DE TANGARÁ.
   https://rorarani.blogspot.com/2012/01/a-realidade-dos-ciganos-calons-do-rn.html



2. Encontro Nacional de Saúde Cigana - Brasília/DF
https://rorarani.blogspot.com/2012/05/encontro-nacional-de-saude-cigana.html

Em 04 de Maio de 2012, no encontro Nacional de Saúde cigana, realizado em Brasília pelo Ministério da Saúde, mostramos pela primeira vez, através de um vídeo/fotos a situação calamitosa dos ciganos de Tangará. na ocasião, muitos que estavam presentes na Reunião em Brasília, não sabiam da existência de uma comunidade cigana inteira no Rio Grande do Norte ainda mais nestas condições.




3.  Em 16 de Fevereiro de 2013 - A situação não havia mudado, mesmo após denúncias em Brasília, então, procuramos a nova gestão da prefeitura da cidade. Líderes da comunidade, Diana - COEPPIR, CEDH, e CRDH, Pastoral dos Nômades, etc. A situação era de miserabilidade. Era a pior possível. Estavam com medo de serem expulsos de suas barracas, de não ter para onde ir.




4. Em 19 de Fevereiro de 2013 - A I reunião Ordinária entre as lideranças da comunidade, a Prefeitura de Tangará, membros da pastoral dos nômades, CRDH, CEDH, Diana - COEPPIR, Prof.º Flávio José de Oliveira, secretarias municipais de tangará
https://rorarani.blogspot.com/2013/02/reuniao-com-prefeitura-de-tangara-rn.html




5. Em 16 de Abril de 2013 - O encaminhamento Emergencial dado na reunião acima; solicitamos a limpeza do terreno ocupado pelos ciganos (terreno de posse) e a instalação Provisória de barracas novas vizinho ao terreno (na rua inutilizada), até a finalização do projeto da vila cigana.




6. Governo do Estado visita os ranchos de Serra e Tangará RN
https://rorarani.blogspot.com/2013/04/se-o-rancho-nao-vai-ao-governo-entao-o.html




COMPARATIVO:


Antes do nosso trabalho:
Em meio ao lixo, pobreza, e sujeira, as condições sub humanas de sobrevivência dos ciganos que moram na comunidade, era desoladora.




Após nosso trabalho
A paisagem mudada, terreno limpo, organizado, barracas novas já armadas provisoriamente.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Ciganos do Rio Grande do Norte, um povo "sem"

 

A miserabilidade na condição de vida de grande parte da população cigana da etnia calon no Brasil tem sido um ponto constantemente discutido nas redes sociais, em jornais, revistas, etc. Tal situação vem contrariando o texto constitucional explícito na Carta Magna Federal, onde preconiza em suas cláusulas Pétreas, nos seus setenta e poucos incisos. 

(A cláusula pétrea é parte do texto constitucional explícito no art 5º da CF, que relada entre outros “os direitos e garantias fundamentais individuais e coletivos”, que não pode ser alterado). 

Metaforicamente a lei parece não existir, pois a dificuldade de inserção de políticas públicas direcionadas as comunidades ciganas, é grande. São essas comunidades, as mais carentes de reconhecimento dos seus direitos e deveres perante a sociedade. É fato que não há como inserir políticas públicas sem a participação dos governos (Municipal, Estadual e Federal), mas é sabido que sem o povo não há governo, então, qual a justificativa plausível para as inúmeras publicações de ciganos em condições de extrema pobreza e miséria em um país que tanto se fala em inclusão social? 

A situação é semelhante em várias localidades no Rio Grande do Norte, independente de rancho (ciganos que moram em casas) ou acampamentos(ciganos que moram em barracas), onde poucos ciganos têm acesso à assistência social de fato. 

A saúde é precária no geral, mas na questão cigana além da precariedade, existe o preconceito institucional, que afasta o cigano no momento da necessidade de atendimento, quando isso acontece, o cigano não sabe a quem reclamar, se constrange, e vai embora revoltado, e sem entender nada. 

A educação não é diferente, observamos que no máximo dois ciganos chegam até a Universidade, as crianças são arredias, muitas não conseguem chegar ao ensino médio, e quando o fazem, é com extrema dificuldade. Com relação aos adultos, grande parte dos ciganos, são parcial ou totalmente analfabetos, o que dificulta a empregabilidade, seja autônoma ou não. com isso, a sustentabilidade fica gravemente comprometida aumentando o índice de dependência química, seja por medicamentos antidepressivos, ou até mesmo pelo consumo de drogas lícitas (bebidas e cigarros) e ilícitas também. 

A habitação é algo delicado de ser tratado, seja em ranchos (casas) ou em acampamentos (barracas), as condições de moradia são extremamente precárias, sem condições mínimas de sobrevivência, e ainda há uma dificuldade grande em se alugar casas, que em algumas cidades os jurens (não ciganos) não alugam a ciganos. 

Tal ação costumo chamar-la de efeito descriminação, pois desencadeia vários outros após ele, como um efeito dominó, que empurra uma necessidade a outra de forma negativa e desprovida de defesa. mas que causa efeitos catastróficos culturalmente falando. 

O fato de não "criar raízes" devido as perseguições etnicorraciais é uma cultura agrafa(passada dos pais para os filhos) ou seja, de certa forma uma cultura flutuante no quesito normandismo.  

Da cultura mesmo, pouca coisa restou, acabaram-se as grandes turmas, que negociavam animais, que viviam das trocas e negociações, sobrou ao cigano vender pequenos objetos nas feiras; um relogio, um celular, ou coisas do gênero, uma vez por semana.  

Os belos e longos cabelos das ciganas de antigamente, hoje são substituídos aos poucos pelos cortes modernos cada vez mais curtos, Os lindos e rodados vestidos ciganos, aos poucos são substituídos pelas roupas de jurins (não ciganas), as ciganas mais jovens não praticam a leitura de mãos, pois não gostam de serem apontadas nas ruas, então essa tarefa fica a cargo das ciganas mais velhas, que trazem diariamente o sustento das famílias, com a arte do drab/drabarimôs (leitura de mãos). não vemos hoje em dia, os casamentos pomposos de mais de uma semana em festas, como antigamente. mas a essência do cigano permanece a mesma, pois todos eles sentem a falta dos tempos que não voltam mais, onde se recordam saudosos com os olhos cheios de lágrimas. 

O povo cigano necessita urgentemente da inclusão social, sob pena de perca cultural total. obviamente, com o cuidado de quem cuida de uma joia rara, respeitando suas especialidades culturais, pois a inclusão de forma radical é o mesmo que mutilá-los, pois limita a sua liberdade, o que é extremamente precioso para o cigano. 

A cultura cigana faz parte do cigano assim como um membro que não deve ser separado do seu corpo. É necessário tratar situação de forma desigual com a finalidade de estimular o nivelamento étnico-racial em nosso o país.  

A cidadania cigana é acima de tudo a respeitabilidade de um povo milenar, que carrega um grande sofrimento marcado em sua alma, que nada diz em palavras, mas que fala pelo olhar. 

Iniciar um diagnóstico real da situação, é um grande passo para a erradicação do preconceito, contribuindo com o desenvolvimento socioeconômico de um povo marginalizado pelo desconhecimento dos jurens (não ciganos), e até pela falta de respeito e reconhecimento da cultura de um povo, que muito contribuiu na construção do país. 

O povo cigano, é um povo que resiste ao tempo, que se acostumou a apanhar calado, sem reclamar. e que em alguns casos se sente anestesiado de dor, pois se acostumou com o sofrimento. É notável que o povo cigano é inteligente, e como dizia vovó, "tirar leite de pedra”, ou seja, “é de uma sabedoria monstra” (gíria de rancho) e sabe sobreviver em meio as dificuldades, mas que expressa em seu olhar a dureza do sofrimento que sentiu com as pancadas na alma. 

Diana

(Obra de minha autoria devidamente registrada).

 

Reunião Ordinária com o Conselho Estadual de Direitos Humanos

Participamos da Reunião Ordinária realizada hoje na OAB/RN, das 08:00h às 11:00h, onde foram discutidas ações e propostas de planejamento para o Fórum Mundial de Direitos Humanos, dentre outros assuntos pertinentes ao tema.

Na ocasião contamos com a presença de membros do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Marcos Dionísio, Geraldo Wanderley, e Cleber), Sr Antônio - liderança cigana calon, Diana e  Graça Lucas - COEPPIR), Aluízio Matias - CRDH, Centro de Direitos Humanos e Memória Popular/DHnet) e  outros representantes da sociedade civil.


Fotos/videos:

 

 

Antonio Calon, Ivenio Alves (colunista da carta potiguar) Diana - COEPPIR, Marcos Dionísio (CEDH) Aluízio Matias (DHNET)

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Lançamento do Forun Mundial de Direitos Humanos no RN.

Participamos do lançamento do FMDH, às 14 h, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do RN, aonde contamos com a presença da Samanda Alves e Cláudia ambas da Secretaria de Direitos Humanos - SDH, na ocasião houve o Lançamento do Fórum Mundial de Direitos Humanos-FMDH no Rio Grande do Norte, que servirá de base para O Fórum Mundial de Direitos Humanos que acontecerá em Brasília, no período de 10 a 13 de dezembro de 2013. 

O FMDH é uma iniciativa da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH/PR, com o objetivo de promover um espaço de debate público sobre Direitos Humanos, no qual serão tratados seus principais avanços e desafios com foco no respeito às diferenças, na participação social, na redução das desigualdades e no enfrentamento a todas as violações de direitos humanos. Concebido para aproximar e integrar pessoas e organizações, o FMDH será composto por conferências, debates temáticos e atividades autogestionadas.

Fotos/Videos: 

Forum Mundial de Direitos Humanos 

Plenarinho - Assembléia Legislativa/RN.

 Claudia da Secretaria Nacional de Direitos Humanos - SNDH.

Oficina de Educação Popular em Saúde

Como membro do comitê pro Equidade do SIEC/SESAP, participamos da Oficina de Educação Popular em Saúde, que aconteceu hoje no Praiamar Hotel, inicio ás 9hs e terminado ás 17hs.

Na ocasião foi apresentado o plano Operativo de Política Nacional de Educação em Saúde, que foi instituído em 12 de Julho de 2012, pelo Ministério da Saúde (2013 - 2015), que tem o objetivo apresentar estratégias as gestões: Federal, Estadual, e Municipal do Sistema Único de Saúde - SUS para a implementação da política Nacional de Educação Popular em Saúde contribuindo com a gestão participativa. 

A participação popular, o controle social, o cuidado, a formação, e as práticas educativas em saúde.
Seguida por princípios teóricos metodológicos, eixos estratégicos, objetivos, e a responsabilidades de gestão voltadas para a implementação da educação popular em saúde no SUS.

São princípios desta politica: diálogo, amorosidade, problematização, construção compartilhada do conhecimento, emancipação, compromisso com a construção do projeto democrático e popular.

Eixos Estratégicos:

Eixo 1: Participação Controle Social e Gestão |Participativa;
Eixo 2: Formação, Comunicação e Produção de Conhecimento;
Eixo 3: Cuidado em Saúde;
Eixo 4: Intersetorialidade.

Fotos/videos: