sexta-feira, 4 de maio de 2012

Encontro Nacional de Saúde Cigana - Brasília/DF

O Encontro Nacional de Saúde Cigana aconteceu em Brasilia de 18 a 21/04/2012, onde contou com a participação de ciganos rons e calons de todo o Brasil.

O Ministério da Saúde focou o tema saúde para todos. e o mesmo foi explorado pelos ciganos com sabedoria, pois pudemos mostrar um pouco do que vivemos e vivenciamos nos ranchos de todo o Brasil, trocando experiências. e na oportunidade, conhecemos e fizemos o novo cartão de saúde do SUS - Sistema Único de Saúde.

Podemos inclusive mostrar que nossa realidade nos ranchos é muito diferente das demais. e na ocasião postamos fotos do acampamento de Tangará.  Infelizmente, nós aqui do estado do Rio Grande do Norte temos dificuldades em tudo. No acesso ao atendimento na saúde, pois a discriminação ainda é um fator negativo contra nosso povo, no momento em que chegamos na unidade de saúde básica.

A amenização do problema descriminação, viria a priori coma reciclagem dos profissionais de saúde, que não nos dão o direito comum como as demais pessoas. Basta chegarmos com roupa cigana em qualquer lugar, que o tratamento é diferente, queira ou não.

A descriminação nos obriga a "correr" da nossa cultura, inicialmente no vestuário, pois externa quem somos. Nos postos de saúde, temos relatos tristes de ciganas que não conseguem se consultar ou ir a hospitais.
1 - As nossas roupas chamam atenção, e as pessoas tem a leiga informação que cigano rouba (conforme dicionário famoso e muito usado nas escolas)
2 - o Fato cultural, as ciganas evitam preventivo com médicos, pois se sentem envergonhadas de tirar a roupa na frente de outro homem que não seja seu marido.3 - Quando um cigano precisa ir ao hospital, é comum todos os outros do rancho irem para a porta, esperar notícias, mas muitos hospitais não compreendem nossa cultura, e logo vem alguém nos expulsar da porta alegando tumulto, algumas vezes até ameaçam chamar a polícia.
Nós ciganos conhecemos nossa cultura, sabemos o que precisamos, somos uma ETNIA, não queremos ser melhor que ninguém, queremos apenas ser nós mesmos, chegar a uma unidade básica de saúde e conseguir ser atendido como os demais seres humanos.
A constituição federal em seu Art. 6º, que preconiza dentre outros, saúde para todos. mas isso não acontece na prática. essa iniciativa do Governo Federal de chamar as lideranças das comunidades para ouvir-las, realmente foi muito boa. Esse espaço é muito importante para que possamos colocar as nossas especificidades.

As pessoas precisam se adequar, saber com o que estão lhe dando para saber como agir.
somos pessoas normais como as outras.


Seguem as fotos:


















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